Para 82% dos executivos entrevistados no levantamento global, os silos entre as áreas de negócio e a TI prejudicam a execução de iniciativas de tecnologia. O dado é do Enterprise Cloud Index 2026, da Nutanix, conduzido pela Wakefield Research com 1.600 executivos em 14 países, em empresas com 500 ou mais funcionários (TI Inside, 23/06/2026; DCD Brasil, 23/06/2026).

Na leitura da ORN4B, a conexão entre quem usa, quem decide e quem implementa merece atenção além da escolha tecnológica. A pesquisa não estabelece, por esse percentual, um ranking entre obstáculos nem resultados específicos para escolas.

O tema em outras pesquisas

O tema aparece em diferentes estudos deste ano:

• um levantamento da Skyone com a MIT Technology Review Brasil, com cerca de 265 líderes, mostra que 46% das empresas representadas na amostra ainda operam com silos ou sem uma dinâmica definida entre negócio e TI (IT Forum, 18/06/2026; Época Negócios, jun./2026);

• a pesquisa "Da adoção à escala", da MIT Sloan Management Review Brasil para a TOTVS, com 583 empresas, aponta que 40% das empresas representadas conduzem iniciativas de IA sem coordenação entre os departamentos (Forbes Brasil, 15/10/2026; Mercado & Consumo, 15/10/2026).

Na divulgação dos próprios responsáveis pelo estudo MIT SMR Brasil/TOTVS, 80% da amostra usam IA e 7% a incorporaram à estratégia. Os percentuais de pesquisas diferentes não formam uma série comparável e não descrevem necessariamente todas as empresas do país.

Os sintomas do silo

Na prática, os silos aparecem em sinais conhecidos por quem está na gestão de empresas e de instituições de ensino:

1. A mesma pergunta tem três respostas diferentes, uma por área, porque cada uma usa a sua base e a sua métrica.

2. Dados duplicados em sistemas e planilhas que não conversam entre si.

3. O piloto de IA nasce numa área e para na integração com processos e dados das outras.

4. Ninguém é dono do resultado de ponta a ponta, só da sua parte do processo.

Sem integração e governança, a IA pode reproduzir inconsistências e ampliar o retrabalho. Essa é uma interpretação prática da ORN4B, não uma relação causal demonstrada pelos percentuais.

Software precisa de processos e governança

A tentação é comprar uma nova plataforma para integrar tudo. Mas silos são, antes de tudo, um tema de pessoas, processos e governança. A ORN4B recomenda:

• a liderança define um objetivo comum e indicadores compartilhados entre as áreas;

• as equipes aprendem juntas, com uma linguagem comum sobre dados, processos e tecnologia;

• existe um mapa honesto de como os dados e as decisões circulam entre as áreas, e de onde se perdem;

• os projetos têm donos compartilhados e times com pessoas de diferentes áreas.

E nas instituições de ensino?

Cada segmento tem a sua dinâmica, e a gestão educacional tem particularidades próprias. Como exemplo de aplicação, secretaria, pedagógico, financeiro, comunicação e TI podem usar sistemas e planilhas diferentes, com risco de informações desencontradas para as famílias. Antes de colocar IA na gestão escolar, vale alinhar mantenedores, direção e coordenação e mapear como a informação circula entre as áreas da instituição de ensino.

O fluxo ORN4B

A IA sozinha não é a salvação. Na ORN4B, trabalhamos com um fluxo estruturado em módulos, que cada empresa ou instituição de ensino contrata conforme a sua maturidade:

• Conscientização (palestra): a liderança se alinha sobre o objetivo comum e o papel de cada área.

• Treinamento (capacitação): equipes de áreas diferentes aprendem juntas.

• Diagnóstico (assessment): mapeamos fluxos, dados e pontos de desconexão entre as áreas.

• Planejamento (estratégia): definimos donos, metas e indicadores compartilhados.

• Implementação (execução): a tecnologia e a IA entram por etapas, com times de várias áreas e governança desde o início.

Vamos conversar

Quer descobrir onde a sua empresa ou instituição de ensino se desconecta? Preencha o formulário de contato da ORN4B e vamos começar pelo diagnóstico.

Fontes verificadas

O resultado Nutanix refere-se à amostra global: 1.600 executivos em 14 mercados, empresas com 500 ou mais funcionários; coleta em novembro de 2025. Os exemplos educacionais são aplicações propostas pela ORN4B.